quarta-feira, 11 de junho de 2008

O Barco do Amor . . .

Olhei o mar, e lembrei tudo o que vivemos, recordar é viver, esquecer é morrer, e eu continuo vivo!
Recordei como construí uma pequena canoa, frágil e vulnerável mas construí-a com todo o meu amor e carinho, antes de a colocar no mar pintei-a com a tua cor preferida e arranjei-a bem ao teu jeito, só depois a coloquei à deriva, e convidei-te a entrar, tu aceitas-te e aí começou a nossa viagem…

Lembro-me que o achei imperfeito, então quis torna-lo perfeito, torna-lo um barco, reforçando assim a tua segurança, recheio-o de amor e sentiste-te segura comigo, e ajudaste-me a fortalecer o nosso barco,
Ficou tão forte, superou todas as tempestades, e admito que o motor parou por duas vezes, mas fomos capazes de o por a trabalhar, a todo o vapor, juntos tal como começamos, unidos e invencíveis!
Até ao dia em que uma pequena tempestade devastou a nosso navio, levando com ela a tua confiança, julgas-te que te tinhas enganado, e que não era seguro estares comigo, eu chorei, eu jurei, eu gritei, mas nada te fez mudar de ideias, decidis-te assim abandonar o barco, abandonando-me a mim e tudo o que construímos…

Desde desse dia, permaneço ainda à deriva, e por aqui ficarei à tua espera!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ontem Hoje e Amanha

Ontem, tão bela…
Hoje, como quem o diz…
Amanha, na janela

Ontem, e sempre…
Hoje, sou feliz…
Amanha, na minha mente…

Ontem, eu disse…
Hoje, eu amei…
Amanha, se visse…


Ontem, que és a mais pura!
Hoje, eu sei
Amanha, faria uma loucura…


Ontem, cantava…
Hoje, uma canção…
Amanha, gritava…


Ontem, só eu…
Hoje, o meu coração…
Amanha, que sou teu!